Autoatendimento Contato Links Fale Conosco
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Saber Mais - Informativo Fundações

Relatório Anual

Conheça nossa patrocinadora

Ferro faz bem para o cérebro das crianças

Quando o mineral está em baixa no organismo, o cérebro da garotada não se desenvolve como deveria. Daí, aprender o bê-á-bá fica mesmo muito mais difícil.

por Paula Desgualdo

Reconhecer cores, contar uma história com começo, meio e fim, compreender o que os outros falam, deduzir ordens de grandeza, tudo isso faz parte do desenvolvimento nervoso de uma criança. E o sucesso dessas tarefas, que equivocadamente parecem tão simples aos olhos de um adulto, tem tudo a ver com aquilo que os pequenos comem. "Sem uma alimentação adequada, capaz de garantir o aporte de nutrientes como ferro, o foco e a concentração ficam comprometidos. Daí é mais difícil armazenar novas memórias", explica a pesquisadora em desenvolvimento humano Elvira Souza Lima, consultora internacional em neurociência e educação de várias instituições de renome.

Um estudo que acaba de ser publicado na Revista Paulista de Pediatria mostra que meninos e meninas com anemia por falta de ferro apresentam problemas de desempenho cognitivo, principalmente na área da linguagem. Ou seja, fica atrás no aprendizado quem está com baixos níveis de hemoglobina, a proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que é feita do mineral e que transporta oxigênio. "Analisamos crianças com idade entre 2 e 6 anos", conta a autora, Juliana Nunes, professora de fonoaudiologia do centro de ensino Fead, em Belo Horizonte. "Nessa fase, a anemia pode provocar graves danos ao cérebro", acrescenta.

Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco crianças brasileiras de todas as classes sociais sofre da doença. Alguns especialistas acham que esse número seja até três vezes maior. "Em geral, o problema é provocado pela falta de ferro no prato", afirma a pediatra Fernanda Ceragioli Oliveira, da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Esse mineral não só entra na receita da hemoglobina como participa da produção de enzimas que ajudam a manter as células cerebrais, os neurônios, sempre ligadas. Sem contar que é importantíssimo para as defesas do corpo.

A atenção deve começar no nascimento. Bebês prematuros requerem sempre um cuidado especial. "Isso porque a estocagem de ferro é feita nos três últimos meses de gestação", justifica Naylor Oliveira, pediatra e nutrólogo da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas até mesmo crianças aparentemente saudáveis, rechonchudas e coradas podem ser acometidas pelo problema mais tarde. Por isso, não dá para relaxar com a alimentação, confiando apenas nas aparências, nem deixar de seguir as orientações do médico. Para não faltar ferro, é essencial que a dieta infantil inclua carne. Só ela fornece um tipo do mineral, o heme, que é mais bem aproveitado pelo organismo. No caso, as mais ricas são a de boi, de frango e de peixe, nessa ordem. Feijão e outros grãos, além de verduras como couve e rúcula, também carregam o nutriente, mas, para ele ser bem absorvido, necessita do empurrão de fontes de vitamina C, como o suco de laranja. "A verdade é que a criança precisa de um cardápio variado", lembra Fernanda. Então, combinamos

assim: aposente as guloseimas e invista em frutas, verduras, legumes, cereais e, claro, carne. O cérebro do seu filho agradece. E ele, com a desenvoltura de quem se dá bem no território da linguagem, também saberá como agradecer.

Ácido fólico

Está nos brócolis, no tomate e na couve

Magnésio

As principais fontes: leite e seus derivados.

Ômega-3

Peixes como salmão e atum são ricos nessa gordura. Mas as crianças só devem comer pescados após completarem 1 ou 2 anos.

Dose Recomendada

A recomendação diária de ferro em cada fase

7 a 12 meses ......... 11 mg

1 a 3 anos .................7 mg

4 a 8 anos .............. 10 mg

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Veja também:
Farinha de berinjela ajuda a emagrecer
Quando a mania de perfeição atrapalha
Leia para seu filho
Pólen: uma colherada de energia
Siga 10 passos para driblar o estresse
Açúcar ou adoçante: qual é mais saudável?
Emoções podem, sim, pesar na balança
Novas tecnologias prometem dar um basta ao incômodo que atinge quase um terço da população, especialmente aqueles na faixa entre 20 e 30 anos. Saiba tudo o que é possível fazer para acabar com essa dorzinha inconveniente e sorrir aliviado
Cinco perguntas-chave para emagrecer mais rápido
Angústia é doença e tem cura
Adolescentes: mais altos, gordos e preguiçosos
Ataques de gula também podem ser sintoma de depressão
Racão humana: por que consumir?
Supervitamina K, ela não pode faltar
Acne em adultos
A cor que afasta o câncer
Como preparar uma supersalada
Os benefícios do futebol feminino
Saiba como tratar a hérnia de disco
Transtornos psicológicos em crianças
O que você precisa saber sobre transtornos alimentares
Nove segredos para turbinar seu treino
Conheça a dieta antianemia
Os alimentos que combatem rugas
Maquiagem para garotas
Estresse mata os neurônios
Compare o tomate seco com o fresco
Compare as compotas de goiaba, figo e ameixa
Alergia respiratória
Os Benefícios dos exercícios na água

Fundações Sanepar
Rua Ébano Pereira, 309 - Centro - CEP 80410-240 - Curitiba /PR
Telefones de contato